"Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a Sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas." (Mateus, 6: 33).Conversão significa mudança, receber de Deus um novo sentido de vida. E foi isto que aconteceu comigo quando decidi aceitar o evangelho, que é a forma mais sábia que Deus utiliza para comunicar a sua vontade e seu amor aos seus filhos. Segundo o evangelho de João: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão mas, de Deus.” (João, 1:12-13).
Para se tornar um verdadeiro filho de Deus, basta crer no nome de Jesus e conhecê-lo “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” (João, 1:10 e 11). Esse verso refere-se ao tempo do primeiro advento de Jesus na terra, como homem. Porém, os Judeus, o povo escolhido por Deus para anunciar a Boa Nova, não aceitaram Jesus como o Cristo. Como é contemporâneo este verso. O que mudou hoje? Muitos apresentam este mesmo comportamento em relação a Cristo, não o aceitam nem como Criador e muito menos como Salvador. Dizem não pedir um salvador. E o vazio existencial continua a ser preenchido com tudo, mas esse "tudo" não traz paz, tranqüilidade, nem saciedade. A razão chegou à conclusão que a necessidade humana de Deus é sinônimo de fraqueza.
Todos nós temos conhecimento de pessoas, ditas inteligentes, que buscam preencher este vazio, se enveredando pelos vícios, procuram o auto-extermínio como saída para seus conflitos existenciais. Colocam o prazer acima de tudo para fugir da angústia, para evitar o encontro com este vazio, que só pode ser preenchido por Deus e sua misericórdia. O homem moderno é mais amigo dos prazeres que de Deus. (cf. I Timóteo 3:5).
Todos estamos predestinados a salvação. Mas nem todos desejam se converter (mudar o sentido) para alcançá-la. Fecham o coração à palavra de Deus que está na Bíblia “E o verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João, 1:14). Colocam em xeque a veracidade da Bíblia sem conhecê-la. Somos capazes de seguir qualquer vento de doutrina, que questione, mude, subverta a Palavra de Deus ou que a adapte aos nossos desejos e crenças pessoais. Quando algo é publicado nesse sentido, é lido, comentado e divulgado. Mas, após passar o modismo, o vazio se instala novamente, e esses livros caem no esquecimento, ao contrário da Bíblia que permanece e permanecerá eternamente. Deus preservou a Bíblia dos mais vis ataques, para que o homem possa conhecer a Sua Palavra e poder escolher a salvação através de Cristo. Uma prova histórica disso foi a Revolução Francesa, que exacerbou e endeusou a razão, queimou os livros sagrados. Simbolicamente, marcou o início de uma nova era em que o homem passou a ser o centro do universo e não Deus. Daí surgiram as teorias do individualismo, racionalismo, liberalismo, que determinam e influenciam o pensamento de todos nós.
A Bíblia é um livro que quando é lido com boa vontade, sem medo, sem críticas, com entrega e comunhão com Deus, transforma vidas, como transformou a minha e do meu esposo também. É o livro dos contrários, isto porque prega valores opostos aos valores modernos, tais como: humildade, mansidão, abnegação, amor ao inimigo e perdão. “Quem ama sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo aborrece a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna.” (João 12:25). Num mundo egocêntrico, isto soa como loucura, absurdo, mas é a verdade divina para salvação do homem. O homem que egoisticamente vive só para si, não cresce espiritualmente, se sucumbe em sua pobre existência. Como na mitologia, Narciso apaixonou-se por sua própria imagem refletida no espelho das águas e suicidou-se. Em busca de sua beleza e perfeição, morreu afogado, sozinho e sem resposta. O que buscou? O que encontrou? O vazio de sua miserável condição mortal. Conheci a história de um homem que esqueceu de suicidar-se, saiu de casa com este propósito, mas, no caminho, encontrou uma criança desesperada pedindo ajuda, seguiu a criança, viu que sua mãe estava doente, quase inconsciente num barraco fétido e as crianças jogadas como ratos. O homem se compadeceu desse quadro, um tanto pior que sua condição. Moveu-se para ajudar, isto durou o dia inteiro. Quando voltou para casa percebeu que havia esquecido algo: esqueceu de suicidar-se. Verdade ou não, não importa. Mas, quando descentramos dos nossos problemas, aí crescemos; quando ficamos voltados para nós mesmos, morremos. O homem foi criado para transcender e é só transcendendo que pode se voltar para Deus e buscar o que falta, a salvação de seu miserável estado, misericórdia divina.
A Bíblia é um livro que atravessou os séculos e continuará a existir até o fim dos tempos, pois tudo o que procede de Deus é eterno, infinito, permanece. Nossa mente finita não é capaz de dimensionar o eterno. Deus sabe que o homem necessita de sua palavra. Por isso, preservou este livro, aos que crêem em seu nome e aceitaram a salvação em Cristo Jesus, e também àqueles que não a conhecem e necessitam de sua misericórdia.
Sempre me considerei uma pessoa temente a Deus, fui educada num lar cristão conservador. A minha mãe vivenciava e exercitava sua fé e temor em Deus cotidianamente. Com fé, enfrentou diversidades sempre confiando nos livramentos e misericórdias de Deus. Sempre esperou e confiou no Senhor. E transmitiu este conhecimento necessário à sobrevivência de todo cristão às suas filhas. Soube por ela desde cedo a diferenciar as coisas sagradas das profanas.
Na adolescência, vieram os conflitos, anseios de liberdade e o afastamento de Deus. Passei a crer na reencarnação como algo cristão, mas graças a uma amiga evangélica de escola (Gisele), pude entender que se eu me considero uma cristã, uma seguidora de Cristo, reencarnação representa a negação do sacrifício expiatório de Cristo na cruz, a negação de Deus como o criador e mantenedor da vida. Este conceito nunca esteve presente na Bíblia. Ao contrário, a palavra de Deus nos afirma que comunicar com os mortos é abominação para Deus, pois os mortos nada sabem e sua memória jaz no esquecimento. “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas sua memória ficou entregue ao esquecimento. Até o seu amor, o seu ódio, a sua inveja pereceram, e já não tem parte alguma do que se faz debaixo do sol. (...) Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura para onde tu vais não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma.” (Eclesiastes 9: 5,6 ; 10).
O rei Saul perdeu a salvação por desobedecer as ordens de Deus, foi infiel e, finalmente, consultou uma necromante. A palavra de Deus não era mais suficiente para ele, deixou de crer somente em Deus e buscou outros meios terrenos para solucionar seus problemas, sem fé não há comunicação com Deus. E este foi o rei que proibiu consultar os mortos durante o seu reinado, pois conhecia a palavra de Deus, mas sem fé, se perdeu nos seus flagelos.
De acordo com I Coríntios, “se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou logo é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram (morreram) em Cristo estão perdidos. Se esperarmos em Cristo só nessa vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” ( I Cor. 15:13-19). Em fim, para morte, o único consolo, segundo a Bíblia, é a ressurreição e esta só se efetivará quando Cristo voltar.
Vivi o conflito entre ser conservadora e liberal, crer em Deus mas, onde conhecê-lo verdadeiramente? Sempre guardei uma admiração pelos evangélicos, sua interação com Deus e com a igreja. Que interesse pelas coisas de Deus. Era uma relação pública, explicita e não intimista e tímida como a minha.
No início do nosso namoro, a época da faculdade, Christiano (atual esposo) iniciou um estudo bíblico com seu novo colega de trabalho, um Adventista do Sétimo Dia, chamado Roberto. Foram muitas discussões, debates, estudos da Palavra. Como um bom estudante universitário (História na UFMG), a razão, a dialética, os argumentos históricos, filosóficos, sociológicos, políticos, antropológicos, entre outros, o impediam de aceitar a palavra de Deus como se apresentava.
Nos casamos e os Adventistas continuaram ministrando os estudos bíblicos ao meu esposo em nossa casa, as profecias de Daniel e Apocalipse, a guarda do sábado, o grande conflito e a volta de Jesus. Este último assunto, não sabia nada a respeito. Volta de Cristo, como? Se quando nós morremos vamos direto para o céu? “Doce ignorância”. Não me envolvia com os estudos diretamente, apenas observava e ouvia de longe. Gostava muito das orações que eles faziam em meu lar, essas orações eram tocantes. Uma vez resolveram me colocar diante de um estudo, e ao final falei: "vou continuar sendo católica". Desanimei completamente o meu esposo, e posteriormente disse que se ele quisesse seguir esta religião e guardar o sábado, eu respeitaria mas, não o acompanharia, continuaria saindo ou trabalhando aos sábados, bebendo socialmente com meus familiares, vivendo como vivia, etc.
O tempo passou e passei por provações em relação ao meu trabalho como pedagoga em escola de periferia. Conviver com alunos diante do caminho de morte (violência, tráfico, drogas, prostituição) e sentir impotente. Conviver com a desesperança de muitos profissionais, que já perderam a fé em sua profissão. Eu também quase perdi a fé.
Então veio o primeiro filho, e a necessidade de Deus presente em minha vida aumentava, estava com sede da Palavra de Deus. Assistia a Rede Super, R.R. Soares, e ficava impressionada com os testemunhos de conversão. Decidi buscar uma igreja evangélica para batizar-me e poder exercer minha fé. Uma amiga do serviço (Alessandra) levou-me à igreja Batista da Lagoinha, na época eu estava com depressão, apresentou-me algumas passagens bíblicas contendo as profecias messiânicas e me presenteou com um livro intitulado a Cura pela Palavra. Também convidou-me para ver um culto na igreja em que freqüentava próximo a sua casa, fomos eu e meu esposo.
Mas o Christiano pediu-me que antes de decidir-me pelo batismo que conhecesse a Igreja Adventista do Sétimo Dia, pois ele sabia, através dos estudos bíblico,s que era uma igreja coerente com a Palavra e que pregava verdades bíblicas que outras denominações não davam importância ou não conheciam ainda.
Conheci a Igreja Adventista do bairro Santa Efigênia, e amei. Amei a reverência, a simplicidade, a seriedade, o material impresso produzido e os estudos da palavra e a coerência doutrinária com a palavra de Deus. A escola sabatina, a igreja organizada em classes estudando a lição, foi algo marcante, os hinos, o louvor, não há aplausos dentro da igreja, pois a Deus cabe toda honra e toda glória.
Realizei em casa o estudo "Deus Revela o Seu Amor" (em VHS), tive acesso ao estudo do pastor Luis Gonçalves sobre Apocalipse e às publicações da igreja, muito bem escritas e de conteúdo muito relevante. No estudo "Deus Revela o Seu Amor", havia momentos em que pessoas comuns eram entrevistadas. Eram perguntas sobre a bíblia, sobre sua relação com Deus, e me vi com tão pouco conhecimento bíblico quanto aqueles entrevistados, pensei: "tenho que conhecer a Bíblia e aprofundar o meu relacionamento com Deus." Aceitei as doutrinas bíblicas estudadas, pois cria em todas elas, de forma não sistematizada. Minha preocupação era a seguinte: o Adventismo do Sétimo Dia é considerado uma seita. Isto me preocupou, pois este termo é carregado de preconceito. Mas, de acordo com a Bíblia, Paulo diante do tribunal foi acusado de ser o principal defensor da seita dos nazarenos e sua resposta foi “Mas, confesso-te isto: que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas. Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos quanto dos injustos; E por isso procuro sempre ter a consciência sem ofença, tanto para com Deus quanto apara com homens.” (Atos, 24:14-16).
Batizei-me em 25 de setembro de 2005, após o batismo do meu esposo, em julho do mesmo ano. A partir de então cresci em conhecimento da Palavra, comecei a alimentar a minha nova natureza espiritual e deixar a carnal (pecaminosa), tentamos abandonar velhos hábitos nocivos em relação ao lazer, alimentação, etc. A mudança é progressiva, muitas pessoas abandonam a fé pois, após o batismo, sentem-se as mesmas, passando pelas mesmas provações, carregando sobre si mesmos defeitos.
O que é o batismo? É uma confissão pública de sua fé, significa simbolicamente morrer para o pecado e ressurgir para uma nova vida: a espiritual. O Conflito nunca acaba: se alimentar a vida espiritual ela cresce. Se deixarmos de alimentar a carnal, ela diminui, e vice- versa. É como Paulo cita em Romanos “Porque bem sabemos que a Lei é espiritual, mas eu sou carnal vendido ao pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E se faço o que não quero consinto com a Lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque eu sei que em mim, isto é na minha carne, não habita bem algum: e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.(...) Porque segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de Deus; Mas, vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à Lei de Deus, mas carne à lei do pecado” (Romanos, 7:14-19, 22-25). Quando você se converte e não enfrenta este conflito diariamente, é porque não há conversão, você se acomodou ao mundo, morreu espiritualmente.
O primeiro passo para a conversão é reconhecer que está no caminho errado, que está agindo errado, reconhecer o erro e que você sozinho não é capaz de mudar o sentido de sua vida, somente Deus é capaz de realizar esta obra em sua vida. É colocar-se em dependência total e completa de Deus e orar dia e noite pela Sua presença em sua vida. Conversão é algo instantâneo, quando você clama a Deus, permitindo que Ele entre em sua vida, ela acontece. Mas, permanecer convertido exige tempo, empenho, comunhão diária com Deus e alimentar-se de Sua Palavra diariamente e reparti-la com os irmãos e com o próximo que não a conhece.
Faço um apelo a você que se interessou em ler este texto e que está com sede de conhecer a Deus. Comece lendo a Bíblia, familiarizando com suas palavras. Leia os evangelhos, em especial o de João que é um evangelho de fácil entendimento e que demonstra amor em cada verso lido, pois João foi o apóstolo do amor e que andou ao lado de Jesus, a quem Ele confiou sua mãe aos seus cuidados. E quando estava preso na ilha de Patmos Deus revelou a ele as Profecias de Apocalipse, que é um livro que fala da volta de Jesus Cristo e do Juízo final. Consulte os SITES de estudos bíblicos: http://www.esperanca.com.br/ http://www.naotenhomedo.com.br/ .
Que Deus o abençoe.
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